Bienal... e dizem que brasileiro não lê?

Depois de muitos meses trancados em casa, mais de um milhão de pessoas decidiu ir à Bienal do Livro de São Paulo.


E também eu tive essa grata oportunidade: depois de muito tempo sem ir a eventos presenciais dessa magnitude, meu marido e eu optamos por ir à Bienal no penúltimo dia.


Morando em outro estado, é claro que compramos nosso ingresso antes. E ainda bem, pois foi isso que nos permitiu poder entrar na Bienal. Antes mesmo de terminar o evento, os ingressos esgotaram. A expectativa era de 600 mil pessoas, mas antes de acabar, já tinham vendido mais de 1 milhão de ingressos.


Chegamos lá no sábado depois do almoço, já que viajamos de carro. Uma multidão de pessoas se dirigia ao pavilhão.


Já na entrada, a Bienal se mostrava caótica. Gente pra todo lado, fileiras e fileiras de separadores para que as pessoas fizessem fila para entrar.


Lá dentro, toda aquela maravilhosa agitação em torno de um objeto milenar, que há muito tempo fascina as pessoas: o livro.


Passeando pelos corredores abarrotados de gente, filas para entrar nos stands, filas para pagar pelos livros, filas para ter os livros autografados, me veio à mente a pergunta: será que brasileiro realmente não lê?


O mercado literário está animado. Visitei alguns stands, comprei alguns livros infantis - pelo menos nos stands onde consegui entrar. Porque não teria tempo hábil para ficar em todas as filas. Era o penúltimo dia da Bienal. Nem imagino como foi no domingo.


Ver que, mesmo com a publicação digital, o livro impresso permanece um objeto tão valorizado me encheu de alegria. Há muito potencial de vendas, e está crescendo cada vez mais.


Creio que, embora venham tecnologias diversas e entretenimento de todos os tipos, o livro permanece atemporal, pois armazena ideias, histórias, fonte de incentivo e soluções, que traz informação, entretenimento e, por que não dizer, relacionamento. Afinal, quem não gosta de bater papo sobre um bom livro? E quantos filmes não são originados por um bom livro?


E teria valido a pena ir à Bienal só por esse fato. Mas a 'cerejinha do bolo' mesmo foi ver meus livros nas prateleiras, encontrar pessoas com as quais só falei por email - editores e funcionários - poder abraçar novamente... enfim, ponto alto do meu mês de julho. :-)


Já estou contando os dias para o próximo evento literário! E você, vai também?



No stand da Editora Paulinas, com alguns ilustrados por mim.


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