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Investimento x despesa – Caso da Joana e da Dulce





A Joana (nome alterado para preservar a privacidade), amiga minha, me disse há um tempo atrás que ela estava quase sem dinheiro e que queria ter mais recursos para atender mais clientes.


Entretanto, ela também me contou que costuma fazer as unhas toda semana e tinha até comprado um quadro novo para a parede da casa dela.


E a Dulce (nome alterado) me escreveu que gostaria muito de aprender a ilustrar, mas não tem dinheiro para gastar em materiais nem cursos. Mas no perfil dela, mostra que está sempre comendo fora.


E eu fiquei refletindo sobre tudo isso. Fiquei pensando: como ela pode ser ilustradora se não adquirir conhecimento sobre o assunto e não tiver o mínimo de material? E por que gasta tanto comendo fora e não investe no sonho dela?


E qual profissão alguém consegue exercer sem investir tempo e recursos? O médico aprende a ser médico sem estudar, sem comprar um jaleco, aparelho de pressão, estetoscópio, para falar do mínimo? Um padeiro consegue fazer pão sem farinha e fermento? Mesmo que não faça um curso formal , consegue aprender sem dedicar estudo e tempo? Ele consegue vender pão sem ter um forno, e se for um empreendedor, consegue sem montar uma padaria, pagar funcionários, luz, água e aluguel?


Eu fico pensando:


Algumas pessoas só querem ter o bônus, não ônus.


Outros dizem que não tem clientes, mas o que tem feito para que os clientes os procurem? Tem um portfólio, tem um trabalho com conteúdo? Fazem divulgação?


A verdade é que nos acostumamos com a ideia de talento, que vamos ser descobertos.


Porém, eu acho que isso de ser descoberto só acontece em 0,001% dos casos.


E quando acontece, ou seja, quando algumas pessoas são descobertas, a palavra ‘descoberta’ já diz tudo. Essas pessoas já estavam ralando, trabalhando duro só esperando a oportunidade chegar, só esperando ser notadas. Elas não estavam de braços dados. Como alguém seria ‘descoberto’ se não estivesse trabalhando e desenvolvendo um bom trabalho?


Basta ler a história de muitas pessoas de sucesso: a esmagadora maioria diz que trabalhou muito para chegar onde está.


Aí você me diz: mas tem gente que nasce com todos os recursos. É verdade, mas pode notar que muitas dessas pessoas continuam trabalhando, desenvolvendo novos produtos, e estão sempre na mídia, mostrando inovações.


Mas voltando ao nosso caso aqui, da Joana e da Dulce, a minha pergunta é: se elas não tem recursos, por que gastam com o que não agrega? Com o que é efêmero, com o que passa?


Como eu disse, eu também gosto de fazer minhas unhas. Mas será que não vale a pena deixar de gastar nisso para ter recursos para investir numa profissão, em algo que vai proporcionar renda no futuro?


Que tal deixar de tomar um cafezinho todos os dias e guardar esse valor para investir em materiais ou no seu próprio desenvolvimento?


Quantos me escrevem e dizem não ter dinheiro, mas depois mostram no perfil que foram numa festa, que compraram um vestido novo, que pintaram o cabelo, que gastaram num boné do time de futebol?


Alguém pode dizer: “Ela só quer vender mais cursos, por isso tá falando”.


E é verdade. Eu fiz esse curso para ajudar as milhares de pessoas que me escrevem todos os dias, pedindo ajuda.


Eu recebo mensagens dos mais variados tipos, mas algumas são:

 

Me mostra o caminho!

Me ajuda!

Estou perdido!

Não sei por onde começar...

 

Além dessas, tem mais uma porção, que perguntam como entrar no mercado de trabalho, como conseguir clientes, como fazer um livro... Muitos dizem que desenham, mas não querem investir num curso de técnicas, num curso que mostra o caminho das pedras.


Eu não sou alguém que sabe tudo. Longe disso. Mas graças a Deus, eu recebo mais pedidos para ilustrar do que consigo atender. E é sobre tudo isso que eu falo no meu curso. Está tudo lá. Basta querer estudar. Eu não tenho como mostrar tudo num simples email. E não existe fórmula mágina: tem que ter conhecimento e trabalhar.


O que queremos é vender nossas ilustrações, eu sei. Mas antes de tentar vender, você tem que ter um bom produto: suas ilustrações tem que ter conteúdo, tem que ter qualidade, tem que ter algo que chame a atenção do cliente.


Você não vai agradar todo mundo. Tem quem não goste do que eu faço.


Mas se você não tem clientes, provavelmente o seu produto ainda precisa melhorar, ou quem sabe sua técnica seja perfeita, mas a composição ainda precise de ajustes, ou até ilustra muito bem, mas não sabe como planejar um livro de cabo a rabo. Será que não tem mais alguma coisa que precise aprender ainda? Será que não é por isso que a carreira não deslanchou?


Ou quem sabe já domina muita coisa, mas ainda não sabe onde vai encontrar os clientes.


Eu fico triste quando vejo que as pessoas não estão trabalhando em prol dos seus sonhos. Fico triste porque o tempo passa e o 'usufruir' do seu sonho vai ocupar um tempo menor da vida delas. Ou pode ser tarde.


Digo isso porque eu queria ter começado antes. Se eu soubesse tudo o que eu sei hoje, ao invés de quase 30 livros ilustrados, talvez tivesse uns 70...


Sou muito grata a Deus pela profissão que tenho hoje. E sou grata pelas conquistas.


E isso tudo aconteceu porque um dia eu dei o primeiro passo: me inscrevi em cursos, corri atrás do meu sonho.


Foi um processo mais lento do que eu gostaria que tivesse sido. Queria que tivesse acontecido mais rápido, porque hoje já não tenho mais 20 anos. Nunca é tarde para começar a realizar seus sonhos, mas quanto antes fizer, mais realizações (e mais livros) poderá ter, poderá ilustrar.


Se eu não tivesse dado o primeiro passo, anos atrás, eu não teria construído o que construí hoje.


Se eu não tivesse me inscrito em cursos e investido em mim mesma, será que hoje:


- eu teria quase 30 livros ilustrados?

- eu teria ajudado mais de 220 ilustradores a terem sua primeira ilustração publicada?

- eu teria sido finalista do Prêmio Jabuti?

- eu teria feito parte da comitiva brasileira na Feira do Livro de Gotemburgo?

- eu teria um painel ilustrado em frente ao Jardim Botânico de Curitiba?


E tem algumas outras coisas que já fiz, dei entrevistas, participei de mostras, nacionais e internacionais...


Será que tudo isso teria acontecido se eu não tivesse feito o meu primeiro curso?


Se isso não fosse uma prioridade para mim?


O que é mais importante para você?


O tempo está passando. O que você tem feito para que sua carreira suba, pelo menos, um degrau a cada ano?


Quantas vezes dizemos que não temos dinheiro, mas na verdade estamos gastando em coisas que não vão trazer grande benefício?


Eu sou uma pessoa que gosta muito de equilibrar as coisas. Dizem que isso é coisa de filho do meio, que é o meu caso. Não sei se isso é verdade. Entretanto, não estou dizendo que não devemos mais tomar café nem fazer as unhas. Mas refletir se podemos alterar alguma coisa em nossas prioridades para investir naquilo que um dia dará retorno. E não no que é passageiro. É preciso deixar de fazer as unhas no salão ou comprar aquela camisa do meu time? Não, mas será que não dá para diminuir ou aguardar a camisa entrar em promoção?


Não me entenda mal: eu gosto muito de ir fazer minhas unhas, e gosto de fazer francesinha. Às vezes, eu faço as unhas no salão, mas tem dias que não dá tempo, e faço em casa mesmo. Mas é um prazer relaxar na manicure, sendo cuidada. Mas nem sempre esse luxo foi possível.


Às vezes, temos que pensar no que estamos gastando. O dinheiro é limitado, a não ser no caso de pessoas riquíssimas. Mas para nós, pessoas normais que só ganham quando estão trabalhando, temos que decidir, toda vez que recebemos o pagamento, ou nosso salário, ou o lucro de um negócio, onde vamos alocar esses recursos.


Então, eu acredito que grande parte do que recebemos deve ser usado para despesas essenciais, obviamente. Não estou dizendo para deixar de pagar as contas. Mas que devemos guardar uma pequena parcela para investir em nós mesmos ou em nosso negócio. Mesmo que seja pequena.


Eu sei que nem sempre vai sobrar. Mas pode ter meses em que você vai ter algum valor extra.


Reflita comigo: se não investirmos em nós mesmos, em nosso estudo, o que vai mudar em nossas vidas? E quem mais vai investir se não nós mesmos? No máximo, nossos pais. E se já formos grandinhos, isso já não é mais possível.


Falo tudo isso porque vejo muita gente dizendo que não tem dinheiro, mas depois gastam 40, 50 reais num lanche. Ou tomam café todos os dias no bar.


Meu filho diz que sou uma pessoa que gosta de motivar os outros. E é verdade. Estou sempre tentando ajudar as pessoas. Me faz muito feliz ver que alguém deu um passo em direção a um sonho.


Mas tenho também refletido sobre isso: mas será que as pessoas estão mesmo investindo naquilo que mais desejam? Ou estão esperando o dia certo chegar, o momento perfeito?


Momento perfeito não existe. A vida é caótica, e temos milhares de tarefas todos os dias.

Mas não é por isso que devemos negligenciar os nossos objetivos.


Por isso, quando for gastar em alguma coisa, pense: isso é despesa ou investimento?

Toda vez que tiramos dinheiro do bolso, estamos fazendo um investimento ou uma despesa.


Mas qual a diferença entre despesa e investimento?


As despesas são gastos que não estão diretamente relacionadas à produção do que você vende, mas são igualmente necessárias para a gestão do seu negócio. Elas são os “extras” que você precisa pagar para manter tudo funcionando corretamente, tipo luz, energia, aluguel.


Os investimentos já são gastos que você tem que são realizados com a expectativa de obter retornos no futuro. Aqui que entram os custos que você tem com materiais e conhecimento, como cursos , workshops, livros, etc...


Por isso, quando for gastar em alguma coisa: isso que estou gastando vai me trazer algum benefício no futuro ou é uma gratificação instantânea?


Para quase concluir, como eu já mencionei, eu não sou a dona da verdade e nem quero ser. Espero não ter chateado ninguém com essa postagem. Mas só quero ajudar a refletir se estamos realmente dedicando tempo e recursos para realizar o nosso sonho de trabalhar com ilustração de livros infantis.


E para finalizar, claro que não posso deixar de lhe oferecer a chance de dar o primeiro passo: inscrever-se no meu curso.


Você tem 7 dias, a partir da data da compra, para conhecer e decidir se quer continuar ou não. Se não gostar, pode pedir o seu dinheiro de volta, diretamente na plataforma. Nem precisa falar comigo.


E é claro que a plataforma vai me informar, e eu vou ficar triste, mas prefiro isso a você não tentar. Prefiro que se inscreva, assista as 42 aulas que já estão disponíveis na primeira semana, e que se não gostar, peça o seu dinheiro de volta.


Graças a Deus, quase ninguém pede. A não ser um senhor que pintava com tinta a óleo e comprou o curso por engano, mas até ele teve a chance de testar e ver se era isso que queria. Nem sei se eu devia contar isso, mas prefiro ser transparente do que você se inscrever e depois ver que não era para você.


Enfim, convido você a testar e conhecer. Já faço em 10x sem juros para que ninguém fique de fora.


Se você quiser saber o que mais tem no curso, é só clicar AQUI que irá para onde tem a descrição dos módulos.


Obrigada por ter lido até aqui!


Um ilustrado final de semana!


Ingrid

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